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17 agosto 2020

O povo não assiste a tudo bestializado


Artigo questiona até que ponto as pessoas reagem ou não criticamente aos conteúdos apresentados pela mídia e percebem as intenções e os interesses que orientam o enquadramento da informação.


A polêmica incide sobre um problema crucial e recorrente. Pergunta-se em que medida a mídia contribui mais para orientar, informar e formar cidadãos ou para produzir atitudes de “efeito manada”, de caráter passional, e não racional ou, no mínimo, para esvaziar e desmobilizar posturas mais reflexivas e questionadoras ao status quo.

  
Lassance, Antonio. O povo não assiste a tudo bestializado. In: Natalino, Marco  e Lopez, Felix (org.). Boletim de Análise Político-Institucional nº 23. Brasília: Ipea, junho de 2020. pp. 69-74. Disponível em: <https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/boletim_analise_politico/200806_bapi%2023_artigo_6.pdf>

Acesse o Boletim completo: Boletim de Análise Político-Institucional nº 23.






O Brasil precisa de uma opinião pública melhor informada, atenta e democrática.
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29 abril 2020

Armas da democracia


Propaganda, progressismo e opinião pública americana


Um livro de Jonathan Auerbach. 
Editora Johns Hopkins University.




Ainda no início do século XX, Walter Lippmann temia que os cidadãos mantivessem crenças imprecisas e mal informadas, devido à maneira como as informações eram produzidas, circuladas e recebidas em uma sociedade de massas mediada pela imprensa. Lippmann chamou a esse processo manipulador da opinião de "fabricação de consentimento".

Como e por que a opinião pública - há muito acalentada como fundamento do governo democrático - se tornou uma fonte crescente de preocupação para os progressistas americanos?

Após a Primeira Guerra Mundial, o analista político Walter Lippmann temia que os cidadãos mantivessem crenças imprecisas e mal informadas, devido à maneira como as informações eram produzidas, circuladas e recebidas em uma sociedade de massas mediada pela imprensa. Lippmann chamou a esse processo manipulador da opinião de "fabricação de consentimento. Um termo muito familiar para esse tipo de persuasão propagandística em larga escala. 

Em Armas da democracia, Jonathan Auerbach explora como a crítica severa de Lippmann deu voz a um conjunto de dúvidas que incomodavam os reformadores sociais americanos desde o final do século XIX.

Progressistas, cientistas sociais e muckrakers [literalmente, "revolvedores de estrume", apelido dado a jornalistas investigativos orientados a levantar acusações sobre o conluio entre governos e grandes grupos econômicos] inicialmente se basearam na persuasão como parte do esforço para mobilizar a opinião pública em favor de reformas, incluindo regular monopólios, proteger consumidores e promover um governo isento e eficiente. 

A "propaganda" foi associada à educação pública e à conscientização para o bem do todos. Na segunda década do século XX, a necessidade de reunir apoio ao envolvimento americano na Grande Guerra produziu o Comitê de Informação Pública, que zelosamente espalhou o evangelho da democracia americana no exterior e trabalhou para reprimir a dissidência em casa. Após a guerra, empresas de relações públicas - que tratavam a publicidade como um fim em si - proliferaram.

Armas da democracia traça o destino da opinião pública americana na teoria e na prática de 1884 a 1934 e explica como a propaganda continua a moldar a esfera pública de hoje. O livro analisa de perto o trabalho de líderes políticos proeminentes, jornalistas, intelectuais, romancistas e publicitários corporativos, incluindo Woodrow Wilson, Theodore Roosevelt, Mark Twain, George Creel, John Dewey, Julia Lathrop, Ivy Lee e Edward Bernays. 

Verdadeiramente interdisciplinar no escopo e no método, este livro atrairá estudantes e acadêmicos em estudos americanos, história, teoria política, mídia e comunicação e estudos literários e de retórica.



Weapons of Democracy
Propaganda, Progressivism, and American Public Opinion
Jonathan Auerbach

How and why did public opinion—long cherished as a foundation of democratic government—become an increasing source of concern for American Progressives?

Following World War I, political commentator Walter Lippmann worried that citizens increasingly held inaccurate and misinformed beliefs because of the way information was produced, circulated, and received in a mass-mediated society. Lippmann dubbed this manipulative opinion-making process "the manufacture of consent." A more familiar term for such large-scale persuasion would be propaganda. In Weapons of Democracy, Jonathan Auerbach explores how Lippmann’s stark critique gave voice to a set of misgivings that had troubled American social reformers since the late nineteenth century.

Progressives, social scientists, and muckrakers initially drew on mass persuasion as part of the effort to mobilize sentiment for their own cherished reforms, including regulating monopolies, protecting consumers, and promoting disinterested, efficient government. "Propaganda" was associated with public education and consciousness raising for the good of the whole. By the second decade of the twentieth century, the need to muster support for American involvement in the Great War produced the Committee on Public Information, which zealously spread the gospel of American democracy abroad and worked to stifle dissent at home. After the war, public relations firms—which treated publicity as an end in itself—proliferated.

Weapons of Democracy traces the fate of American public opinion in theory and practice from 1884 to 1934 and explains how propaganda continues to shape today’s public sphere. The book closely analyzes the work of prominent political leaders, journalists, intellectuals, novelists, and corporate publicists, including Woodrow Wilson, Theodore Roosevelt, Mark Twain, George Creel, John Dewey, Julia Lathrop, Ivy Lee, and Edward Bernays. Truly interdisciplinary in both scope and method, this book will appeal to students and scholars in American studies, history, political theory, media and communications, and rhetoric and literary studies.













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19 julho 2018

Eles são DONOS de você!

O comediante George Carlin (1937-2008) explica quem são "eles".




Inscreva-se no canal:
https://www.youtube.com/channel/UCejEUU86mbMO6UVLZJM9gTA





[Acione as legendas (português ou inglês) no canto inferior direito do vídeo].










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07 julho 2018

Os 5 filtros da máquina de comunicação de massa

Esta animação traz um resumo de uma das mais importantes teorias da comunicação.





Noam Chomsky, em seu livro "A fabricação do consentimento" ("Manufacturing consent", de 1988 e com várias reedições), escrito em coautoria com Edward S Herman, fala em 5 filtros da máquina de comunicação de massa.

[Para ativar as legendas em português, após iniciar a animação, passe o "mouse" sobre o vídeo e clique no ícone no canto inferior direito, à esquerda ("subtitles" ou "legendas")].

O vídeo, intitulado "Noam Chomsky, The 5 Filters of the Mass Media Machine", foi produzido pela rede árabe de televisão Al Jazeera.
Tem a narração da prestigiada jornalista Amy Goodman, âncora do canal de comunicação alternativo  Democracy Now.
A animação é de Pierangelo Pirak.



A cartoon produced by Al Jazeera.
Narrated by Amy Goodman, the prestigious host of Democracy Now.

Aanimation by Pierangelo Pirak.

According to American linguist and political activist, Noam Chomsky, media operate through 5 filters: ownership, advertising, the media elite, flak and the common enemy. Follow #MediaTheorised, an online project by Al Jazeera English’s media analysis show The Listening Post 

Fontes:
https://www.youtube.com/watch?v=34LGPIXvU5M&t=68s
https://www.alternet.org/media/youll-never-think-about-mass-media-same-way-again-after-watching-noam-chomsky-documentary











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07 fevereiro 2018

Pesquisa aponta Brasil como o país em que a mídia ostenta o maior número de indicadores de alto risco para a democracia

Conclusão é de pesquisa internacional pela organização Repórteres sem Fronteira em conjunto com o coletivo Intervozes.

O fato mais aberrante, detectado pela pesquisa, é que quatro grandes grupos (Globo, Record, SBT e Band) concentrem em suas mãos emissoras nacionais e afiliadas regionais de tevê aberta. 

Como se isso não bastasse, a chamada propriedade cruzada, que é proibida em vários países, aqui é permitida. Assim, um mesmo grupo de comunicação pode atuar como um conglomerado, ou seja, pode possuir tevê aberta, tevê a cabo, portais de internet, jornais, rádios, agências de notícias e revistas.

De acordo com Emmanuel Colombié, representante dos Repórteres sem Fronteira:


“Isso é uma ameaça ao sistema democrático porque a democracia pressupõe a diversidade de vozes”. 

Outro aspecto considerado anômalo é o fato de que políticos sejam proprietários de meios de comunicação, o que representa um claro risco à independência editorial desses veículos. A legislação brasileira proíbe que os políticos sejam sócios diretos ou indiretos de meios de comunicação, mas eles continuam à frente de veículos, às vezes por meio de laranjas. 

Na pesquisa, o risco à pluralidade e ao livre debate de ideias é medido em seis indicadores: 

-Concentração de audiência; 
- Concentração de propriedade; 
- Propriedade cruzada; 
- Transparência no controle da mídia; 
- Controle político das agências de notícias e 
 - Controle político do financiamento da mídia.

Conheça mais detalhes da pesquisa e dos indicadores em https://brazil.mom-rsf.org/br/destaques/concentracao/ e https://brazil.mom-rsf.org/br/destaques/indicadores/

Leia a matéria do Congresso em Foco que informa também que o Ministério Público Federal estuda ações contra parlamentares sócios de rádios e TVs e contra concentração da mídia.

















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11 dezembro 2017

Eles lucram apostando contra a democracia e falsificando o debate nas redes sociais

 
Empresas de mídia eleitoral fazem campanha baseada na falsidade ideológica, no incentivo ao ódio e na manipulação rasteira de discussões em redes sociais.
 
 


E isso é só o começo.
Imagina nas eleições!

Matéria da BBC Brasil mostra como atuam empresas de mídia especializadas em criar perfis falsos para fazer o serviço sujo de patrocinar políticos e partidos - como foi o PSDB na últimas eleições.

Leia a matéria.

É o retato da lei das selvas que vigora em uma área que ainda merece uma regulação mais sofisticada que garanta o direito de as pessoas não serem enganadas e puna severamente pessoas que usam dessas brechas para um negócio espúrio.




















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14 junho 2017

O ativismo digital de direita

O lucrativo negócio e a estética da intimidação política. 


Leia o artigo de Danniel Gobbi e Luiz Henrique Vilaça, que mostra o MBL (Movimento Brasil Livre) como uma das franquias de um empreendimento pró-capitalista financiado por grupos estrangeiros, como os irmãos Koch. O artigo investiga as formas diferenciadas de comunicação dos grupos de direita associados ao MBL, com suas nuances orientadas a atingir públicos e objetivos diferentes.


Fundações, think tanks e Institutos brasileiros e estrangeiros apoiam a rede da qual o MBL faz parte. Entre eles, o Instituto Liberal, o Instituto Millenium, a Atlas Network, o Instituto Von Mises, o Instituto de Estudos Empresariais, o Instituto Catho, a Friedrich Naumann Stiftung e o Instituto Ordem Livre.

A organização matricial da qual o MBL é uma cria, o Estudantes Pela Liberdade (EPL), é uma filial  da Students For Liberty, organização fomentada e idealizada por meio do Institute of Humane Studies e a Atlas Network, entre outras instituições ligadas a grandes empresas e bilionários como os irmãos Koch. 

O MBL aos poucos ajustou sua abordagem política, seu estilo discursivo e sua linguagem para conseguir se massificar, de uma forma mais orientada às camadas mais populares.
Conheça mais sobre os irmãos Koch, que herdaram uma fortuna do pai, que enriqueceu fazendo negócios na União Soviética desde os tempos do ditador Joseph Stalin.












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05 outubro 2016

Gilmar Mendes x @Srta_Iozzi é típico caso de perseguição judicial


"Valendo-se do direito que todos têm de recorrer ao judiciário, alguns membros desse poder abusam da prerrogativa com o claro objetivo de calar e amedrontar críticos."

"... é desolador que um um juiz do Supremo Tribunal Federal não saiba lidar com críticas ao seu trabalho de servidor público e, sabedor que é do número de processos desnecessários que contribuem para a ineficiência do Judiciário, abra mais um processo e ainda seja atendido mais rapidamente que os demais brasileiros que tem causas legítimas para serem julgadas."

Do artigo de Edmundo Leite no Estadão, segundo o qual

"A condenação da atriz Monica Iozzi a pagar R$ 30 mil ao juiz Gilmar Mendes, da mais alta corte jurídica do País, é o mais novo caso de perseguição judicial do Brasil."  

Eis a postagem que rendeu o processo contra a atriz:



















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22 julho 2016

Gestão de Políticas Públicas de Direitos Humanos

 


Livro traz coletânea de artigos sobre o tema.



Meu artigo, no livro Gestão de Políticas Públicas de Direitos Humanos (páginas 325-344), aborda que diretrizes o setor público deveria estabelecer para promover lógicas mais horizontais, democráticas, pluralistas e de diálogo, a partir de sua comunicação.



Leia (páginas 325-344).


LASSANCE, Antonio. Comunicação em políticas públicas de direitos humanos. DELGADO, Ana Luiza de Menezes, GATTO, Carmen Isabel, REIS, Maria Stela Reis e ALVEZ, Pedro Assumpção. ENAP, Gestão de Políticas Públicas de Direitos Humanos. Brasília: Enap, 2016, pp. 325-344. Disponível em https://goo.gl/ywzhm2

O livro completo está dispónível neste link1 ou link2















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