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07 fevereiro 2026

Não foi apenas por um punhado de dólares



Países destruídos; economias devastadas; migração em massa de refugiados; cenário de desemprego, fome, desconfiança e desespero. Como se isso não bastasse, o fantasma de ditaduras do passado voltava a assombrar.
Os países estavam fechando as portas para qualquer multilateralismo e apostando em projetos autárquicos. A ONU e as instituições de Bretton Woods não davam conta de reverter essa situação.

Algo soa familiar?

Esse era o contexto do Plano Marshall, uma estratégia lançada há quase 80 anos (1947) para reconstruir a Europa. 

Meu livro, Plano Marshall: estratégia, apoio à decisão e planejamento para a próxima grande crise, conta essa história e resgata o que ela tem de atual (clique no link para baixar e ler o arquivo PDF do livro).

O livro tem prefácio do célebre professor Albert Fishlow, que, com sua grande generosidade, diz: 

"Lassance nos auxilia a estruturar os próximos debates sobre políticas públicas. Sua cuidadosa análise histórica e metodológica do Plano Marshall aponta lições para o presente." (Albert Fishlow é professor emérito da Universidade de Columbia e da Universidade da Califórnia, em Berkeley). 


Não se sabe quando será a próxima grande crise global, mas, quando ela vier, certamente alguém dirá que “é preciso um novo Plano Marshall”. O Plano é rotineiramente aventado como uma cartada para reerguer rapidamente países e continentes que atravessam recessões ou depressões econômicas, ainda mais quando acompanhadas por crises humanitárias graves.

Como lembra Graham T. Allison, 

"O Plano Marshall se tornou uma analogia favorita dos formuladores de políticas públicas. No entanto, poucos sabem o suficiente sobre ele." 

Espero que este livro seja uma pequena contribuição para se entender melhor como essa estratégia foi pensada, articulada como uma peça importante de uma política externa multilateralista e transformada em programas nacionais emblemáticos e exitosos, na maior parte dos casos.


"Quando se vê tudo isso, você acaba se perguntando: 
Todas essas histórias são sobre o quê? 
Apenas sobre um punhado de dólares? 
Ou existe algo mais por trás?" 
Alberto Moravia, 1967*.


* MORAVIA, A. Tre mafiosi a caccia di dollari. Roma, L’Espresso genn. 1967.


LASSANCE, Antonio. Plano Marshall: estratégia, apoio à decisão e planejamento para a próxima grande crise. Rio de Janeiro: Ipea, 2026. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/19995   


A capa do livro é a reprodução dos painéis Guerra e Paz, de Candido Portinari, que estão na sede da ONU (Nova York). Agradeço a João Candido Portinari, filho do pintor, e ao Projeto Portinari pela autorização de uso.



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30 janeiro 2023

O que aconteceu quando o Brasil experimentou Estado mínimo e economia ultraliberal?



"De acordo com a versão 2020 da base Maddison, de 56 países para os quais há dados em 1930, o Brasil tinha a 4a menor renda per capita daquele ano. 
O Brasil terminou o período da República Velha como um país pobre em termos relativos e absolutos apesar de ser o país mais populoso da América Latina com grande mercado interno potencial. 
Em 1930 [fim da I República, ou República Velha], o Brasil, com cerca de 33,6 milhões de habitantes, respondia por 31% da população da América Latina (107,4 milhões de habitantes), contra 15,4% do México e 11,1% da Argentina."
“De 1889 a 1930, o desempenho da economia brasileira não poderia deixar de decepcionar os que esperavam que as tendências liberalizantes desses anos pudessem acelerar o crescimento do país: o PIB per capita cresceu a uma taxa anual de cerca de 0,9% que contrasta com os cerca de 3% anuais do período 1929-1980 (encadeando Goldsmith para 1890-99 e Haddad para1900- 1930 cf. Bacha e Greenhill, 1992, p. 321 e Maddison, 2006, p. 76). 
Numa comparação direta com outros países, tomando-se em cada ponto de observação o dado para o Brasil como igual a 100, o múltiplo do PIB per capita da Argentina passou de 271 para 377 entre 1890 e 1928-29, enquanto as cifras correspondentes para o México foram 127 e 157 respectivamente. Ou seja, ampliou-se o atraso entre o Brasil e esses países nesses anos. 
Com relação aos EUA, também aumentou a distância, pois os índices foram 427 e 587 para as mesmas datas, enquanto que relativamente ao Reino Unido, o hiato se reduziu com relação aos EUA e ao Reino Unido entre 1913 e 1928-29, mas apenas ligeiramente; só depois de 1930 ocorreram reduções expressivas nessas proporções.” (Gustavo H. B. Franco e Luiz Aranha Correa do Lago, A Economia da República velha, 1889-1930)" 

Felipe Augusto Machado, "Por que abandonamos a mentalidade que nos desenvolvia?" (extrato publicado no site do Paulo Gala): https://rib.ind.br/debate-com-samuel-pessoa-texto-6-por-que-abandonamos-a-mentalidade-que-nos-desenvolvia/














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29 janeiro 2023

"A defesa da independência do banco central, como foi apresentada na literatura econômica na década de 1980, foi uma desgraça acadêmica."

"Isso é ameaçador e, às vezes, aterrador por si só."
James Forder, Balliol College, Oxford, UK, e diretor de pesquisas do Institute of Economic Affairs (IEA),  think tank britânico.

"Foi, antes de tudo, intelectualmente uma desgraça. A tão alardeada teoria da credibilidade nem sequer sustentava a proposta; o "viés legalista" de ler estatutos para descobrir comportamento foi contra a compreensão até mesmo de um aluno do primeiro ano da graduação sobre a importância de incentivos e restrições; as correlações simples em que tais medidas de independência foram usadas para demonstrar seu efeito sobre a inflação seriam rejeitadas de cara em uma banca de mestrado, mesmo sem a circularidade de selecionar medidas conforme sua aderência à correlação com a variável a ser explicada. 
Também foi uma desgraça profissional provocar tão poucos comentários críticos ou contrários. Houve um imenso groupthinking. E não alivia a questão que havia tantos economistas que poderiam ter pensado que tinham algo a ganhar com a aceitação das idéias. A complacência quanto à desejabilidade da independência seguiu-se à quase unanimidade de opinião que se desenvolveu. 
Isso é ameaçador e, às vezes, aterrador por si só."

A análise é de James Forder, do Balliol College, Oxford, UK, e diretor de pesquisas do Institute of Economic Affairs (IEA ),  think tank britânico. (Leia em: Forder, James. "The fallacies of central bank independence." Economic Affairs 42, no. 3 (2022): 549-558. Available at https://onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1111/ecaf.12554) e entrevista em https://iea.org.uk/films/central-bank-independence-time-for-a-rethink/

Até mesmo institutos ultraliberais recomendam bancos centrais independentes mais para países em desenvolvimento do que para si próprios - na linha do faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. A exemplo, o Cato (think tank libertário americano financiado, entre outros, pelas indústrias Koch) avalia: 

"A forte ênfase na ideia de bancos centrais independentes levou a uma visão estreita do papel dos bancos centrais. Como resultado, os bancos centrais desconheciam os riscos para a estabilidade financeira e estavam mal preparados para responder à crise financeira. No mundo dos mercados emergentes menos desenvolvidos, haver bancos centrais independentes melhorou a gestão e a governança de políticas [monetárias]." (Cato).


É bom lembrar que até mesmo Milton Friedman, em um artigo de 1962, intitulado Deve haver uma autoridade monetária independente? (Should There Be an Independent Monetary Authority?), dizia que instituir bancos centrais independentes seria como criar "uma espécie de Constituição monetária" sem qualquer controle democrático sobre suas metas e resultados.

 

"Parece-me altamente duvidoso que os Estados Unidos, ou qualquer outro país, tenha tido na prática um banco central independente no sentido mais amplo do termo. Mesmo quando os bancos centrais supostamente eram totalmente independentes, eles exerceram sua independência apenas enquanto não houve conflito real entre eles e o governo. Sempre que houve um grave conflito, como em tempos de guerra, entre os interesses das autoridades fiscais em captar recursos e os interesses das autoridades monetárias em manter a conversibilidade em espécie, o banco quase sempre cedeu, em detrimento da autoridade fiscal." (Friedman, , M. (1962) “Should There Be an Independent Monetary Authority?” In L. B. Yeager (ed.), In Search of a Monetary Constitution, 219–43. Cambridge, Mass.: Harvard University Press. https://doi.org/10.4159/harvard.9780674434813.c9).

Para Friedman, era inadmissível “em uma democracia haver tanto poder concentrado em um órgão livre de qualquer tipo de controle político direto e efetivo”.






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06 outubro 2022

O processo de desenvolvimento econômico do Brasil, na visão de Celso Furtado


A construção interrompida: os limites atuais a consecução de um projeto nacional de desenvolvimento por Juliane Furno, Iriana Cadó publicado por Revista Pesquisa e Debate (2021).

O presente artigo tem por objetivo discutir o processo de desenvolvimento econômico do Brasil a luz da vasta e importante contribuição intelectual do economista Celso Furtado. A ideia é olhar para o processo histórico do desenvolvimento econômico brasileiro sob a luz do arcabouço bibliográfico do autor. Nesse sentido, o artigo analisa as especificidades que circunscreve a condição de subdesenvolvimento do país, apontando quais seriam as formas de superação, segundo a avalição de Celso Furtado. Depois, resgata-se as críticas feitas por ele ao modelo de industrialização brasileira. E, por fim, traz à tona o debate feito por Celso Furtado sobre as possibilidades desenvolvimento nacional, sob a reorientação econômica global pós- 1980.




Leia o artigo (pdf)













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07 agosto 2022

Europeus têm moral para cobrar Brasil sobre desmatamento? Sim



















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26 novembro 2021

"Não há questão mais promissora ou importante para a essência da pesquisa científica do que entender como as mentes humanas resolvem problemas e tomam decisões com eficácia." (Herbert Simon)


“O Plano Marshall se tornou uma analogia favorita dos formuladores de políticas públicas. No entanto, poucos sabem o suficiente sobre ele." 
(Graham T. Allison ).



Este Texto para Discussão (em versão preliminar, mas já submetida e aprovada por dois pareceristas) discute como o apoio à decisão pode contribuir para que a formulação de políticas públicas alcance maior grau de consistência e coerência.

Espera-se que isso favoreça o desenho de programas governamentais mais eficientes, com menor fragmentação e sobreposição, e mais efetivos. 

Para investigar essas questões em detalhe, a análise reconstitui o "making of" do Plano Marshall, aquele que é considerado o plano de maior envergadura e complexidade desenvolvido desde o século XX.

Leia (arquivo pdf).


Ilustração: cartaz propagandístico, em alemão, com a promessa de "caminho aberto".

Mais sobre o Plano Marshall e o o Programa de Recuperação Europeia (European Recovery Program – ERP):
LASSANCE, Antonio. O Plano Marshall: uma abordagem atual à formulação, ao desenho e à coordenação de políticas públicas e programas governamentais. Brasília: Ipea, 2021. (Texto para Discussão, n. 2661). Disponível em https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/td_2661substituicao2_o%20plano%20marshall.pdf 
JEL: H11; D4; B15.




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02 agosto 2021

O papel da cooperação econômica para superar depressões econômicas

Da Grande Depressão à Grande Recessão: The Elusive Quest for International Policy Cooperation, livro organizado por Atish R. Ghosh e Mahvash S. Qureshi. 
Paris: Fundo Monetário Internacional, 2017. (pdf)

A crise financeira global e a subsequente Grande Recessão levantaram preocupações sobre a fadiga do ajuste, a deflação, as guerras cambiais e a estagnação secular que apresentavam uma sensação de déjà vu: preocupações semelhantes surgiram na época da Grande Depressão e no final da Segunda Guerra Mundial . Tal como aconteceu com as crises anteriores, essas preocupações suscitaram apelos por uma maior cooperação política internacional - tanto para alcançar uma recuperação sustentável da crise como para prevenir crises futuras. Este volume compila documentos de um simpósio de 2015 de acadêmicos eminentes convocado pelo FMI para discutir como a história pode informar os debates atuais sobre o funcionamento e os desafios do sistema monetário internacional. Um capítulo introdutório prepara o terreno para os outros capítulos do volume, dando uma ampla visão geral do desempenho do sistema monetário internacional no século passado, destacando os principais eventos e desafios que o moldaram. As seções subsequentes examinam os antecedentes históricos dos desafios de hoje, descrevem como o sistema monetário internacional moderno foi - e continua a ser - moldado por meio da diplomacia financeira internacional, fornecem uma perspectiva atual e examinam a análise da coordenação da política internacional.



From Great Depression to Great Recession: The Elusive Quest for International Policy Cooperation by Atish R. Ghosh and Mahvash S. Qureshi (editors) published by International Monetary Fund (2017). (pdf)

The global financial crisis and the ensuing Great Recession raised concerns about adjustment fatigue, deflation, currency wars, and secular stagnation that presented a sense of déjà vu: similar concerns had arisen at the time of the Great Depression and at the end of World War II. As with earlier crises, these concerns prompted calls for greater international policy cooperation—both to achieve a sustainable recovery from the crisis and to prevent future crises. This volume compiles papers from a 2015 symposium of eminent scholars convened by the IMF to discuss how history can inform current debates about the functioning and challenges of the international monetary system. An introductory chapter sets the stage for the other chapters in the volume by giving a broad overview of the performance of the international monetary system over the past century, highlighting the key events and challenges that shaped it. Subsequent sections look at historical antecedents of today’s challenges, describe how the modern international monetary system has been—and continues to be—shaped through international financial diplomacy, provide a present-day perspective, and examine the analytics of international policy coordination.


Read the book.














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06 setembro 2020

Não pergunte o estrago que a pandemia fará em seu país, e sim que benefício ou estrago um governo pode fazer em meio à pandemia.

Recuperação ou reconstrução econômica? 
As opções do Brasil diante de uma crise sem igual e de soluções globais assimétricas.


Leia a Nota técnica de Antonio Lassance publicada pelo Inesc. (arquivo pdf).

Para citar este estudo (formato ABNT):
Lassance, Antonio. Recuperação ou reconstrução econômica? As opções do Brasil diante de uma crise sem igual e de soluções globais assimétricas. Brasília: Inesc, setembro de 2020. Disponível em: <https://www.inesc.org.br/wp-content/uploads/2020/09/Lassance-RecuperaçãoOuReconstruçãoEconômica_Setembro-2020.pdf>

Para citar este estudo (formato APA):
Lassance, A. (2020). Recuperação ou reconstrução econômica? As opções do Brasil diante de uma crise sem igual e de soluções globais assimétricas. Brasília: Inesc. Recuperado de: <https://www.inesc.org.br/wp-content/uploads/2020/09/Lassance-RecuperaçãoOuReconstruçãoEconômica_Setembro-2020.pdf>











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07 maio 2020

O Capitalismo Americano: novas histórias

Beckert, Sven and Christine Desan, eds. American Capitalism: New Histories. Columbia Studies in the History of U.S. Capitalism. New York: Columbia University Press, 2018.


Os Estados Unidos há muito tempo simbolizam o capitalismo. Desde seus lojistas empreendedores, bancos selvagens, violentas plantações escravistas, gigantesca classe trabalhadora industrial e estridente comércio de mercadorias, até suas multinacionais de abrangência mundial, suas enormes fábricas e o poder centrípeto de Nova York no mundo das finanças, a América passou a simbolizar capitalismo por dois séculos e mais. 

Mas a compreensão sobre o que é a história do capitalismo americano é tão ilusória quanto urgente. O que significa fazer do capitalismo um objeto de investigação histórica? Qual é o seu potencial em várias disciplinas, juntamente com diferentes metodologias e em uma variedade de configurações geográficas e cronológicas? E como o foco no capitalismo muda nossa compreensão da história americana?

O Capitalismo Americano apresenta uma seleção de pesquisas de ponta de estudiosos proeminentes. Esses ensaios, feitos de mente aberta e de forma rigorosa, arriscam novos ângulos em finanças, dívida e crédito; direitos das mulheres; escravidão e economia política; racialização do capitalismo; trabalho além dos assalariados industriais; e produção de conhecimento, incluindo a ideia em si de economia, entre outros tópicos. 

Juntos, os ensaios sugerem temas emergentes nesse campo de pesquisa: um fascínio pelo capitalismo, patrocinado pelas autoridades políticas; como ele é reivindicado e contestado pelos seus agentes; como ele se espalha pelo mundo e como pode ser reconceituado sem ser universalizado. 

Um manifesto importante para um campo ainda em aberto, este livro demonstra a amplitude e o escopo do trabalho que a história do capitalismo pode provocar.

Sven Beckert é professor de História de Laird Bell na Universidade de Harvard e co-fundador do Programa de Estudos do Capitalismo. Ele é o autor de Empire of Cotton: A Global History (2014).

Christine Desan é professora de Direito Leo Gottlieb na Universidade de Harvard e co-fundadora do Programa de Estudos do Capitalismo. É autora de Making Money: Coin, Currency, and the Coming of Capitalism (2014).



Beckert, Sven and Christine Desan, eds. American Capitalism: New Histories. Columbia Studies in the History of U.S. Capitalism. New York: Columbia University Press, 2018.

The United States has long epitomized capitalism. From its enterprising shopkeepers, wildcat banks, violent slave plantations, huge industrial working class, and raucous commodities trade to its world-spanning multinationals, its massive factories, and the centripetal power of New York in the world of finance, America has come to symbolize capitalism for two centuries and more. 

But an understanding of the history of American capitalism is as elusive as it is urgent. What does it mean to make capitalism a subject of historical inquiry? What is its potential across multiple disciplines, alongside different methodologies, and in a range of geographic and chronological settings? And how does a focus on capitalism change our understanding of American history?

American Capitalism presents a sampling of cutting-edge research from prominent scholars. These broad-minded and rigorous essays venture new angles on finance, debt, and credit; women’s rights; slavery and political economy; the racialization of capitalism; labor beyond industrial wage workers; and the production of knowledge, including the idea of the economy, among other topics. Together, the essays suggest emerging themes in the field: a fascination with capitalism as it is made by political authority, how it is claimed and contested by participants, how it spreads across the globe, and how it can be reconceptualized without being universalized. A major statement for a wide-open field, this book demonstrates the breadth and scope of the work that the history of capitalism can provoke.

ABOUT THE AUTHORS
Sven Beckert is Laird Bell Professor of History at Harvard University and cofounder of the Program on the Study of Capitalism. He is the author of Empire of Cotton: A Global History (2014).

Christine Desan is Leo Gottlieb Professor of Law at Harvard University and cofounder of the Program on the Study of Capitalism. She is the author of Making Money: Coin, Currency, and the Coming of Capitalism (2014).



Key-words: Economic Systems; History; Finance; Trade; Economy; Policy; United States











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30 janeiro 2020

Dependency theory reloaded

Now to explain China-Latin America Relations

The book argues that it may be useful to revamp dependency to interpret China's new relationships with developing countries, including Latin America. Economic links with China have become important determinants of the region's development. 

Stallings discusses the dependency debates, reviews the way dependency operated in the US-Latin American case, and analyzes the growing Chinese presence within a dependency framework.

In the 1970s and 1980s, dependency analysis was a popular way of approaching this topic, but it later fell into disrepute.  She then suggests "a way to deal with one of the main criticisms of dependency: the lack of specificity about its mechanisms. This involves three mechanisms – markets, leverage, and linkage – that Stallings argue can help to understand the relationship between external and internal factors in determining the development process." (page 3).

Source: Stallings, B. (2020). Dependency in the Twenty-First Century?: The Political Economy of China-Latin America Relations (Elements in Politics and Society in Latin America). Cambridge: Cambridge University Press. doi:10.1017/9781108875141.



The book is free to download (pdf) at this link (Cambridge) or at this alternative link (Google Docs).

















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20 novembro 2019

Uma História da Desigualdade: a Concentração de Renda entre os Ricos no Brasil - 1926-2013

Livro trata da história política da desigualdade no Brasil, que produziu o fosso de uma concentração de renda que está entre as maiores do mundo

De acordo com o autor, Pedro Herculano Guimarães Ferreira de Souza, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o estudo representa a mais longa e completa série histórica para a desigualdade de renda brasileira já elaborada, reunindo estimativas para nove décadas.

O trabalho é resultado da tese de doutoramento (A desigualdade vista do topo: a concentração de renda  entre os ricos no Brasil, 1926-2013), que foi apresentada por Pedro Herculano em 2016, na Universidade de Brasília (UnB), orientada pelo professor Marcelo Medeiros Coelho de Souza, também do Ipea. Herculano ganhou o Prêmio Capes de tese na área de sociologia de 2017. 

Agora, a obra, publicada também pela editora Hucitec, está concorrendo ao 61º Prêmio Jabuti, a mais tradicional premiação literária do Brasil, concedida pela Câmara Brasileira do Livro. 

O livro Uma História da Desigualdade: a Concentração de Renda entre os Ricos no Brasil - 1926-2013 é uma das 10 publicações finalistas na categoria Humanidades do Jabuti, que analisa livros sobre temas relacionados principalmente à sociologia, antropologia, história, política e economia.




Fonte desta matéria: http://www.ipea.gov.br/portal/






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10 abril 2019

Fim de uma aberração traria grandes benefícios ao país


É inimaginável como um país campeão em desigualdade, como o Brasil, faça questão de ser um paraíso fiscal para os super-ricos. 


Uma das muitas aberrações nesse sentido é que o país se dá ao luxo de não taxar lucros e dividendos, ou seja, aquilo que as empresas pagam a seus acionistas e dirigentes como resultado de seu desempenho financeiro.

Entre países da OCDE, apenas a Estônia não tributa lucros e dividendos (Gobetti e Orair, 2015).

Uma nova pesquisa do Ipea, intitulada Imposto de Renda e Distribuição de Renda no Brasil (Ipea, 2019), simula o impacto que haveria se o Brasil passasse a cobrar sobre lucros e dividendos, ao mesmo tempo reduzindo impostos sobre a produção, como a PIS-Cofins. 

Uma tributação incidente sobre lucros e dividendos de maneira progressiva implicaria em um incremento na queda no índice de Gini, indicador consagrado na aferição da desigualdade.

De um lado, a medida ampliaria a base tributável, ou seja, a tributação sobre os mais ricos. Ao mesmo tempo, se isso fosse combinado com uma aplicação desses recursos em gastos que têm caráter redistributivo, como é o caso do gasto em saúde, que alcança a população mais pobre, haveria uma queda na desigualdade.

Isso não resolve o problema, mas seria um primeiro passo para abolir essa, entre tantos outros descalabros tributários que existem. 

O estudo, feito pelos pesquisadores Rodrigo Cardoso Fernandes, Bernardo Campolina e Fernando Gaiger Silveira, demonstra como o sistema tributário brasileiro é extremamente injusto, "regressivo" - isto é, sobrecarrega os mais pobres, que proporcionalmente pagam mais impostos que os mais ricos. 

O Brasil prefere cobrar impostos sobre bens e serviços, os chamados impostos indiretos, e não sobre a renda e a propriedade. Os impostos indiretos representam mais de 51% da carga tributária bruta total.

Leia o estudo.













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24 janeiro 2019

Malucos no pedaço


Taxar os bilionários com impostos de 70% a 80% é uma loucura, certo? 

Quem acha que isso faz algum sentido? 

Para começo de conversa, pessoas como Peter Diamond e Paul Krugman, ganhadores do Prêmio Nobel de Economia.

Em artigo no The New York Times, Krugman lembra que Christina Romer, que foi a principal formuladora de macroeconomia do Conselho de Assessores Econômicos, durante a presidência de Barack Obama, ia ainda mais longe. Ela propunha mais de 80% de taxação sobre os bilionários.

Mas sejamos práticos: quem teria coragem de implementar isso? 

Que tal um país chamado Estados Unidos? Durante um período de 35 anos, desde o fim da II Guerra Mundial, os Estados Unidos tiveram as maiores alíquotas de impostos sobre os ricos de toda a sua história.

E qual foi o resultado disso tudo? Simplesmente, seu período de maior crescimento econômico.

De outro lado, quem finge que não há a mínima diferença entre os podres de ricos e os pobres de marré-de-si tem levado a cabo propostas insanas de política tributária.

É o caso do ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, que quer igualar as alíquotas de imposto de renda de todos os brasileiros em 20%. É demais para quem ganha pouco, e não é nada para quem ganha muito.

Os super-ricos agradecem. E comemoram





Leia o artigo do economista ganhador do Nobel de Economia, Paul Krugman, "The Economics of Soaking the Rich", publicada no The New York Times.

Leia o artigo Peter Diamond no Washington Post.
Leia também o artigo de Peter Diamond e Emmanuel Saez, citado por Krugman

Maioria dos americanos é favorável à proposta. Leia matéria do Intercept



Alerta da Oxfam: recompensem o trabalho, não a riqueza! (Oxfam, 2018)! 

Números da desigualdade no Brasil (Oxfam, 2018).

O economista Marc Morgan Milá (2017) Brasil é o país mais desigual do mundo, com exceção do Oriente Médio e, talvez, da África do Sul  








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29 novembro 2018

O que o passado de Paulo Guedes pode dizer sobre o futuro de nossa economia





"... as conexões entre Paulo Guedes, nosso futuro ministro da Economia, e a ditadura de Augusto Pinochet no Chile nos trazem pistas valiosas sobre o modelo que o empresário deve tentar implementar no Brasil."











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03 setembro 2018

Você não conhece este cara, mas deveria


Ele é autor da explicação mais didática que você já viu sobre austeridade.







O nome dele é Richard D Wolff. 

Economista, foi professor das prestigiadas universidades de Yale e Massachusetts. 

É autor de vários livros, tem um programa de rádio, um canal no Youtube.

Foi considerado pelo jornal The New York Times como "o mais proeminente economista marxista dos Estados Unidos. 



Richard David Wolff (born April 1, 1942) is an American Marxian economist, well known for his work on Marxian economics, economic methodology, and class analysis. He is Professor of Economics Emeritus, University of Massachusetts, Amherst, and currently a Visiting Professor in the Graduate Program in International Affairs of the New School University in New York. Wolff has also taught economics at Yale University, City University of New York, University of Utah, University of Paris I (Sorbonne), and The Brecht Forum in New York City. In 1988 he co-founded the journal Rethinking Marxism. In 2010, Wolff published Capitalism Hits the Fan: The Global Economic Meltdown and What to Do About It, also released as a DVD. He released three new books in 2012: Occupy the Economy: Challenging Capitalism, with David Barsamian (San Francisco: City Lights Books), Contending Economic Theories: Neoclassical, Keynesian, and Marxian, with Stephen Resnick (Cambridge, Massachusetts, and London: MIT University Press), and Democracy at Work (Chicago: Haymarket Books). Wolff hosts the weekly hour-long radio program Economic Update on WBAI, 99.5 FM, New York City (Pacifica Radio) and is featured regularly in television, print, and internet media. The New York Times Magazine has named him "America's most prominent Marxist economist". The National Debt Explained(port)

Sources:
https://en.wikipedia.org/wiki/Richard_D._Wolff
https://www.youtube.com/user/RichardD...











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01 agosto 2018

A nova idade das trevas


A desigualdade extrema criou uma aristocracia encastelada e armada, que vive de forma cada vez menos produtiva e mais fisiológica. O capital tem se tornado, cada vez mais, "capital fisiológico".

Imersa em uma ilha de sonhos, essa elite vive um conto de fadas rotineiramente assombrado pelas monstruosidades de um mundo de pobreza e degradação humana e ambiental. 



Matthew Stewart  fala como o apartheid que se tornou a marca de vários países lança a expectativa de um futuro sombrio sobre todos nós.

O vídeo mostra a importância de se desconcentrar a riqueza, desarmar as pessoas e garantir igualdade de condições para que ninguém, rico ou pobre,  seja movido pelo desespero.


"Ao contrário do mito popular, a mobilidade econômica na terra das oportunidades não é alta e está declinando."


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Como uma nova forma de segregação aristocrática está envenenando a sociedade

MATTHEW STEWART, Escritor e filósofo:
Os Estados Unidos estão seguindo um caminho.
É um caminho de estratificação de classes, crescente desigualdade.

E as conseqüências disso são mais potencialmente prejudiciais do que eu acho que a maioria das pessoas aprecia.

PAUL SOLMAN:
Em uma provocativa matéria de capa da revista "Atlantic", "O nascimento de uma nova aristocracia", o autor e filósofo Matthew Stewart argumenta que a crescente divisão de classes é desestabilizadora para a nossa sociedade.

MATEUS STEWART:
Então, acontece que a concentração de riqueza nos Estados Unidos realmente incide sobre os primeiros 0,1%, e não nos primeiros 1%.
Mas isso não significa que todos abaixo deles tenham perdido dinheiro.

Na verdade, apenas os 90% inferiores perderam.

Então há esse grupo no meio, os 9,9%, que conseguiu manter seu padrão.

Eles desempenham um papel muito importante, por um lado, na direção da economia,

Por outro lado, basicamente, na criação de barreiras que impedem as pessoas de baixo de viver o sonho americano.

PAUL SOLMAN: Então, quanto de riqueza as pessoas dos 9,9% têm?

MATTHEW STEWART: Agora, você precisa de no mínimo uns US$ 1,2 milhão para chegar aos 9,9%.

E a mediana está em torno de US$ 2,4 milhões.

PAUL SOLMAN: Valor líquido, isso?

MATTHEW STEWART: Sim, melhor dizendo.

Isso tudo é patrimônio líquido.

E inclui todas as formas de ativos.

Então isso incluiria casas.

Nos números que vi, também inclui coisas como carros.

É muito importante entender que nossa riqueza não é apenas financeira.

Nós, os 9,9%, todos desfrutamos de uma saúde melhor.

Nós tendemos a viver em melhores bairros, o que significa que temos menos crimes para lidar.

Nós temos uma educação melhor.

Então, todas essas formas não financeiras de riqueza acabam se tornando cruciais.

Elas não apenas nos tornam capazes de gerar mais riqueza econômica, mas também de consolidar nossa posição.
Podemos então transferir isso para nossos filhos.

PAUL SOLMAN: Obviamente não é bom para as pessoas que estão presas embaixo, mas seu argumento é: também não é bom para pessoas que têm a sorte de estar acima.

MATTHEW STEWART: Sim, isso mesmo, porque, quando as classes se separam muito, as pessoas dos estratos superiores precisam trabalhar sempre mais para manter sua posição.

E eles têm mais chance de cair se cometerem um erro.

Então eles investem mais em preservar sua posição.

E eu não acho que tenhamos notado como isso se ramifica em toda a sociedade

Isso nos encaixa em um lugar, desenha linhas de batalha, cria desconfiança.

PAUL SOLMAN: E o que está levando a isso?

MATTHEW STEWART: A causa fundamental é algo que todos nós conhecemos.

Todos nós conhecemos a história da crescente desigualdade.

Isso cria um tipo de rigidez, uma instabilidade.

Também obscurece nossa visão, tira nossa razão,  ficamos sem uma base comum para nossas discussões
A desigualdade se retroalimenta em algum grau.
Então, quanto maior a concentração de riqueza, mais as pessoas com essa riqueza podem usá-la para consolidar sua posição, investindo em formas não financeiras de riqueza.
PAUL SOLMAN: Eu ouvi isso aqui como "capital transacional".

MATEUS STEWART: Também pode ser apenas "capital fisiológico" em certo sentido.

Então, verifica-se que não só os mais ricos estão ficando mais saudáveis, mas as pessoas na parte inferior os últimos decís estão realmente ficando menos saudáveis ​​em muitos aspectos.

Assim, por exemplo, brancos de meia-idade com até o ensino médio tiveram sua expectativa de vida diminuída.

PAUL SOLMAN: Parte do que está conduzindo a isso é algo que você e outros chamam de acasalamento seletivo.
MATTHEW STEWART: Então, o acasalamento seletivo é justamente quando se casa com alguém assemelhado.
Nos últimos 50 anos, temos visto um aumento significativo nesse tipo de padrão de casamento.

Existem alguns estudos que sugerem que cerca de um terço do crescimento da concentração de riqueza é devido a decisões relacionadas com casamentos seletivos, essencialmente.
PAUL SOLMAN: Assim como nos velhos tempos, famílias nobres, reis, rainhas  eles se casavam entre si para consolidar seu poder e sua riqueza.

MATEUS STEWART: Bem, isso me lembra Jane Austen, para ser honesta, porque estamos voltando para um mundo em que os indivíduos procuram parceiros de forma obsessiva. 

Eles não conseguem encontrar o amor verdadeiro em alguém que tenha o status social adequado.

O benefício que você obtém do status social correspondente é tremendo, e o preço que você paga por não conseguir fazer isso, por não conseguir encontrar um companheiro de alto status subiu.
Subiu drasticamente.

Se você é de baixo status e se casa com um parceiro de baixo status, o casamento é realmente mais difícil.

É mais difícil porque você está trabalhando mais, provavelmente, ou você tem riscos maiores, maior estresse.

Você tem pior saúde.

E, consequentemente, você, estatisticamente, tem muito menos probabilidade de ter um lar estável.

PAUL SOLMAN: Então, o que você quer que os 9,9% façam?

MATTHEW STEWART: Temos que começar a pensar em como podemos viver em comunidades integradas que estão abertas a todos, onde a geografia não é uma barreira econômica e de classe.

Nossa geografia está nos matando.

Estamos montando um sistema onde concentramos recursos educacionais, as escolas em um particular área.

Nós concentramos poder econômico.

PAUL SOLMAN: É por isso que as pessoas se mudam para áreas como o local onde você mora, Brookline, Massachusetts, que tem esse ótimo sistema educacional, certo?

MATTHEW STEWART: Sim.

É ótimo.

Temos um sistema quase privado de educação que chamamos público.

Certo?

Eu me mudo para Brookline, mando meus filhos para escolas públicas, são ótimas escolas.

É por isso que você se muda para lá.

E você também pode.

Você apenas tem que comprar uma casa que vale US $ 2 milhões.

Agora, isso é um erro colossal, colossal.

Na história dos Estados Unidos, a educação pública era absolutamente essencial na construção da classe média.

Foi assim que conseguimos a economia produtiva em que todos participam e tivemos um grau razoável de estabilidade.

Estamos agora montando um sistema onde nós recebemos a educação pela qual você paga.

E isso significa que você recebe um monte de cidadãos sem instrução.

E isso é uma receita para o desastre.

PAUL SOLMAN: Eu acho que é o mais difícil para alguém como eu ou pessoas que nos assistem.

O que estamos fazendo é o que é absolutamente natural para nós, isto é, investir em nossas crianças, mudando-se para um bairro com uma boa escola para nossos filhos ou netos.

Você não quer que eu pare de fazer isso, certo?

MATEUS STEWART: Só porque nossas ações individuais são inocentes quando olhamos para elas muito estreitamente, isso não significa que tudo vai dar certo para o melhor.

Eu morava no México, morei no Reino Unido por vários anos.

Eu vi versões deste processo acontecendo.

Todo mundo envolvido é legal.

Mas, no final do dia, eles participam dessa coisa que leva você a um ponto onde você tem uma classe distinta de pessoas maravilhosas rodeadas por muitas outras pessoas  muito infelizes com isso.

Paul Solman: E as pessoas nessa classe distinta, pelo menos em lugares como o México, eles têm pistoleiros reais em suas casas grandes e extravagantes.

Certo?

MATEUS STEWART: Certo.

E há uma progressão natural de comunidades fechadas para comunidades armadas e fechadas.

E estamos meio que entrando nisso agora.

E se continuarmos seguindo esse caminho, sim, teremos as comunidades armadas e fechadas.

E nenhum de nós terá feito nada de errado.

Mas é onde nós estaremos.


O artigo completo de Stewart está publicado na revista Atlantic.











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21 maio 2018

Os mais ricos não agem como empreendedores, e sim como predadores do país

Brasil é um paraíso fiscal e tributário para os que ganham mais e um inferno para os que ganham menos.

O cerne do problema é que os mais ricos conseguem isenção de imposto de até 70% sobre o que auferem e embolsam como pessoa física. Quem ganha mais de 200.000 reais por mês no Brasil paga como se ganhasse 2/3 menos. 

Agora, faça essa conta com quem ganha na casa das dezenas de milhões com dividendos de suas empresas.

País algum suporta isso. A consequência são impostos altos sobre os mais pobres e a classe média, um rombo gigantesco nas contas públicas e péssimos serviços de educação, saúde e segurança pública.

"A principal doença do sistema tributário brasileiro é a regressividade”, 
diz Charles Alcântara, presidente da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) e do movimento Reforma Tributária Solidária, promovido pela Fenafisco em conjunto com a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip). 

A matéria sobre o tema está no jornal El País, de 18 de maio de 2018.


















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