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21 janeiro 2026

Comunicação em políticas públicas


No artigo "Políticas Públicas e comunicação", conto um pouco da trajetória que uniu e depois separou e especializou comunicação, política e políticas públicas em campos bem distintos, profissionalizados, com lógicas e gramáticas próprias, interdependentes e confrontadas.

DUARTE, Jorge e LASSANCE, Antonio. Políticas Públicas e comunicação: integração para resultados orientados a valor público. Jorge Duarte (organizador). Comunicação em políticas públicas: fundamentos e casos de impacto. São Paulo: Aberje, ABC Pública, 2025. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/14YlcbLwvrC80AbGoRYH0IIumm44twWG5/view?usp=sharing 


O livro completo, organizado pelo professor e pesquisador Jorge Duarte, está disponível em: https://bunny-wp-pullzone-5bno2ohhpt.b-cdn.net/wp-content/uploads/2025/10/Livro-Comunicacao-em-Politicas-Publicas2.pdf  





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30 outubro 2025

Como você comunica sua pesquisa?


O objetivo deste artigo é compreender o que a comunidade de especialistas responsável pela
comunicação técnico-científica deve fazer para evitar o isolamento, o descrédito e sua condenação à irrelevância, diante de ataques agressivos do negacionismo e das fábricas de desinformação

Até hoje, parte significativa dessa comunidade ainda imagina que a tarefa de comunicar achados de pesquisa deve resumir-se a manter uma produção acadêmica em quantidade exuberante, em livros e artigos para periódicos ("journals"); pela participação em eventos como congressos e simpósios temáticos ou das associações de especialistas; e, na melhor das hipóteses, em entrevistas e artigos a serem publicados pela imprensa tradicional

Porém, tanto a mídia mais tradicional quanto até mesmo as principais editoras científicas internacionais fazem coro às grandes tendências da comunicação digital

Há pelo menos quatro grandes mudanças irreversíveis que precisam ser incorporadas na disseminação da produção técnico-científica: 

1) a preferência pela linguagem simples, para garantir maior amplitude do interesse pelos estudos; 
2) o uso de formas e plataformas abertas e múltiplas não apenas de disseminação, mas de interação com públicos mais amplos, para além do mundo estritamente acadêmico e jornalístico; 
3) a predominância do interesse pela discussão científica de caráter aplicado, dedicada a dar solução a problemas palpáveis e ilustrados pela narrativa de casos concretos ("storytelling"); e 
4) o lugar cada vez mais central e relevante da imagem como síntese da mensagem.



Para abrir, ler e citar:
LASSANCE, Antonio. Como você comunica sua pesquisa? Rio de Janeiro: IBGE, 2024. https://drive.google.com/file/d/1gB4xVP9ghQzcrc0SLdzx-pqlpe_4GquK/view?usp=sharing


Os slides que usei em minha apresentação 
LASSANCE, Antonio. Como você comunica informações e dados técnicos?. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, 2024. Apresentação feita à Conferência Nacional dos Agentes Produtores e Usuários de Dados. 


















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30 dezembro 2024

Esta experiência de combate à desinformação deveria inspirar muitas outras organizações públicas a fazerem o mesmo


Que papel pode cumprir o Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia – CIEDDE, criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como inovação de política pública? E qual sua possibilidade de difusão enquanto experiência de combate às fake news?

Respondo a esta pergunta em um livro que acaba de ser lançado pelo Supremo Tribunal Federal e pela Universidade de Brasília.

Minha conclusão, em um dos capítulos deste livro, é a de que o Centro representa um protótipo que reúne um conjunto de incentivos de disseminação autônoma de outras experiências desse tipo, em outros campos de política pública. Elas podem ser estimuladas não só pelo efeito-demonstração da governança e coordenação desenvolvidos pelo Centro como, também, pelo sentido paradigmático de criminalizar milícias digitais extremistas com base em um repertório legal pré-existente que dispensa a necessidade de regulamentações específicas sobre fake news.

"A criação do Centro, pela primeira vez, coloca a possibilidade de um rastreamento de redes de ódio e de distribuição de desinformação em larga escala por meio de mecanismos próprios, com uso de inteligência artificial, autonomamente em relação às grandes corporações midiáticas digitais. A lógica do CIEDDE inverte a equação usual de esperar que as fake news repercutam negativamente, na destruição de reputações e na disseminação de temores infundados, para que os danos provocados sobre alguém que tenha sofrido essas consequências motivem um registro a autoridades policiais ou o acionamento das Defensorias ou do Ministério Público que, por sua vez, levam o caso à apreciação do Judiciário. Essa demanda dependia, até agora, da colaboração ativa das empresas proprietárias dos aplicativos de mensagem para se conhecer a real extensão do dano. A expectativa é que o Centro abrevie esse processo e intime as empresas a agir tempestivamente."

O livro reúne, além da contribuição de várias(os) especialistas, capítulos escritos por ministros do próprio Supremo.
Chamo a atenção também para o capítulo escrito pelo ministro do STF, Flávio Dino, e a advogada e ex-Secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça, Estela Aranha, Questões atuais sobre inteligência artificial: riscos e emergência regulatória


Leia:
LASSANCE, Antonio. O Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia como inovação de política pública no combate às fake news. In: OSORIO, Aline Rezende Peres et al. (organização). Desinformação, o mal do século: o futuro da democracia, inteligência artificial e direitos fundamentais. Brasília : Supremo Tribunal Federal ; Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília, 2024. pp 268-280. Disponível em:  https://www.stf.jus.br/arquivo/cms/campanha/anexo/combate/ebookdesinformacao_VOL2.pdf


Coletânea “Desinformação: O Mal do Século” é fruto de parceria do Supremo com a Universidade de Brasília.




Palavras-chave: desinformação, fake news, TSE, Tribunal Superior Eleitoral, inovação em políticas públicas, difusão de políticas públicas.









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04 agosto 2024

COMO VOCÊ COMUNICA informações e dados técnicos?

Minha apresentação na Conferência Nacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre Comunicação na Era Digital: produção, disseminação e certificação de informações.


 

Os órgãos públicos produzem diversas informações sobre o ciclo de políticas públicas, incluindo não apenas perspectivas aprofundadas sobre a expansão dos direitos de cidadania, mas também dados sobre o relacionamento das pessoas com o poder público. 
As oportunidades de disseminação de tais informações podem ser incrementadas com o auxílio de novos formatos e suportes, que tornam cada vez mais necessária a garantia da proteção e autenticidade dos dados.

Coordenação do grupo de trabalho: Luciana Ferreira Lau, Gerência de Biblioteca, Informação e Memória – IBGE

Participantes:
• Danilo Rothberg, Universidade Estadual Paulista - Unesp
• Iluska Coutinho, Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF
• Diana Paula de Souza, Gerência de Conteúdo e Promoção - IBGE
• Ana Laura Moura dos Santos Azevedo, Gerência de Conteúdo e Promoção - IBGE



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17 julho 2024

VOCÊ JÁ COMETEU ALGUM CRIME GRÁFICO QUE PODERIA TER SIDO EVITADO FACILMENTE?

Como fazer e como NÃO fazer gráficos? Eis a questão.


A revista The Economist mostra alguns de seus arrependimentos e as devidas revisões das formas de visualização de gráficos que não eram as mais adequadas para expor informações a seu público leitor.

Diz a revista:
Erros, cometemos alguns.
Aprendendo com nossos erros na visualização de dados.
(Mistakes, we’ve drawn a few. Learning from our errors in data visualisation)

Os erros mais comuns detectados foram: 
  • Truncar a escala; 
  • Forçar uma correlação selecionando dados de forma tendenciosa (o famoso cherry-picking, ou seja, escolher o que mais convém); 
  • Escolher o método errado de visualização; 
  • Estender demais o “esforço mental” que o público leitor deve fazer para entender uma informação que poderia estar exposta de forma mais simples; 
  • Usar as cores de modo confuso; 
  • Incluir detalhes além do absolutamente necessário; 
  • Entulhar dados demais em espaço de menos. 
Ao final, a autora da matéria pergunta: você já cometeu um "crime gráfico" que poderia ter sido corrigido facilmente? 

Leia a matéria e compare os gráficos, antes e depois (como eles poderiam ser melhores).














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19 fevereiro 2024

Apresentação em slides: tudo o que você queria saber e tinha vergonha de perguntar

Este tutorial foi feito para o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, mas tem dicas que podem ser interessantes a você para saber o que fazer, como fazer e o que evitar.



 

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