13 março 2026

Como evitar o risco de que as organizações fiquem birutas?

O primeiro problema de uma organização não é determinar seu tamanho ou garantir seu orçamento e infraestrutura. É definir seu propósito. 


Herbert Simon, Nobel de Economia de 1978 por seus estudos pioneiros sobre processos de decisão em diferentes tipos de organizações e um dos precursores dos estudos sobre inteligência artificial, trabalhou na autarquia responsável pelo Plano Marshall. Em um estudo pouco conhecido, ele relata como essa organização conseguiu manter sua atuação na implementação do programa de reconstrução europeia de forma aderente à estratégia do Plano.

Como evitar o risco de que as organizações sejam meros balcões, seja para atender aos interesses dos que controlam a oferta de produtos e serviços ou, simplesmente, atender reativamente às demandas que chegam de forma caótica e caso a caso?


Leia mais a respeito de como responder a essa pergunta difícil e importante lendo:

LASSANCE, Antonio. Plano Marshall: estratégia, apoio à decisão e planejamento para a próxima grande crise. Rio de Janeiro: Ipea, 2026. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/19995   

O livro é público e gratuito para baixar, ler e distribuir.















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06 março 2026

FLAGREI UMA IA NO FAMOSO "DESCULPE, TAVA DOIDÃO"


Diante de uma resposta inconsistente, questiono o erro e eis que aparece um:

"Você me pegou em um erro clássico de 'excesso de entusiasmo' da IA, e peço desculpas pela contradição."

"Excesso de entusiasmo"? Sei!

Valem sempre alguns alertas básicos:

  • IA é mais ferramenta que assistente;
  • Na melhor das hipóteses, é a sua metodologia que transforma sua IA em algo próximo a um assistente. Não é o prompt;
  • Além da metodologia, a qualidade da sua pesquisa depende da qualidade da sua fonte. Se você não depura o "input", você compromete o "output";
  • Jamais terceirize suas conclusões. Nunca aceite uma resposta sem verificar se ela corresponde ao que está nas fontes ou na base de dados que você utilizou.














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07 fevereiro 2026

Não foi apenas por um punhado de dólares



Países destruídos; economias devastadas; migração em massa de refugiados; cenário de desemprego, fome, desconfiança e desespero. Como se isso não bastasse, o fantasma de ditaduras do passado voltava a assombrar.
Os países estavam fechando as portas para qualquer multilateralismo e apostando em projetos autárquicos. A ONU e as instituições de Bretton Woods não davam conta de reverter essa situação.

Algo soa familiar?

Esse era o contexto do Plano Marshall, uma estratégia lançada há quase 80 anos (1947) para reconstruir a Europa. 

Meu livro, Plano Marshall: estratégia, apoio à decisão e planejamento para a próxima grande crise, conta essa história e resgata o que ela tem de atual (clique no link para baixar e ler o arquivo PDF do livro).

O livro tem prefácio do célebre professor Albert Fishlow, que, com sua grande generosidade, diz: 

"Lassance nos auxilia a estruturar os próximos debates sobre políticas públicas. Sua cuidadosa análise histórica e metodológica do Plano Marshall aponta lições para o presente." (Albert Fishlow é professor emérito da Universidade de Columbia e da Universidade da Califórnia, em Berkeley). 


Não se sabe quando será a próxima grande crise global, mas, quando ela vier, certamente alguém dirá que “é preciso um novo Plano Marshall”. O Plano é rotineiramente aventado como uma cartada para reerguer rapidamente países e continentes que atravessam recessões ou depressões econômicas, ainda mais quando acompanhadas por crises humanitárias graves.

Como lembra Graham T. Allison, 

"O Plano Marshall se tornou uma analogia favorita dos formuladores de políticas públicas. No entanto, poucos sabem o suficiente sobre ele." 

Espero que este livro seja uma pequena contribuição para se entender melhor como essa estratégia foi pensada, articulada como uma peça importante de uma política externa multilateralista e transformada em programas nacionais emblemáticos e exitosos, na maior parte dos casos.


"Quando se vê tudo isso, você acaba se perguntando: 
Todas essas histórias são sobre o quê? 
Apenas sobre um punhado de dólares? 
Ou existe algo mais por trás?" 
Alberto Moravia, 1967*.


* MORAVIA, A. Tre mafiosi a caccia di dollari. Roma, L’Espresso genn. 1967.


LASSANCE, Antonio. Plano Marshall: estratégia, apoio à decisão e planejamento para a próxima grande crise. Rio de Janeiro: Ipea, 2026. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/19995   


A capa do livro é a reprodução dos painéis Guerra e Paz, de Candido Portinari, que estão na sede da ONU (Nova York). Agradeço a João Candido Portinari, filho do pintor, e ao Projeto Portinari pela autorização de uso.



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