09 fevereiro 2013

Control+C e Control+V derrubam ministra alemã

O plágio não compensa: condenação por plágio derruba ministra alemã, que perdeu também o diploma. O pior de tudo não é isso: é a perda da reputação.

Ministra alemã renuncia após acusação de plágioFonte: BBC Brasil, 9 de fevereiro, 2013

A ministra da Educação da Alemanha, Annette Schavan, renunciou ao cargo neste sábado após uma universidade ter retirado seu diploma de doutorado após acusações de plágio.

A Universidade Heinrich Heine, de Dusseldorf, havia anunciado na terça-feira o cancelamento do diploma da ministra após uma investigação interna.

Schavan, uma aliada próxima à primeira-ministra Angela Merkel, afirmou que ainda contestará a decisão da universidade.

Em 2011, o então ministro da Defesa, Karl-Theodor zu Guttenberg, também renunciou após acusações de plágio em sua tese de doutorado.

Schavan, de 57 anos, havia recebido seu diploma de doutorado há 33 anos, mas a universidade descobriu que ela copiou partes de sua tese "sistematicamente e intencionalmente".

 
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08 fevereiro 2013

A regra é clara

Ao contrário do que queria a oposição, liminar do STF decide que votação do estoque e vetos não trava toda e qualquer votação do Congresso.


Fux diz que decisão do STF sobre vetos não trava a pauta do Congresso

Juliano Basile e Maíra Magro*

BRASÍLIA - O ministro Luiz Fux, autor de decisão que suspendeu no Congresso a tramitação do veto à legislação dos royalties, informou hoje que a sua determinação não impede a votação de outras matérias, como o Orçamento de 2013.
“A decisão não se referiu à votação de outras matérias, como, por exemplo, a votação do Orçamento, para as quais a pauta não está trancada judicialmente”, disse o ministro, em nota.
Segundo ele, “qualquer outra interpretação é de exclusiva responsabilidade dos membros do Congresso”. Ou seja, Fux ressaltou que a sua determinação não inviabiliza a análise de outros assuntos pelo Congresso. “Minha decisão limitou-se a suspender a votação do veto dos royalties antes que os três mil vetos pendentes fossem apreciados”.
A liminar de Fux foi concedida na segunda-feira e determinou que o Congresso tem que votar os vetos a leis anteriores à norma dos royalties. Ele atendeu a um pedido feito pelo deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ), em mandado de segurança impetrado no último dia 13. A Advocacia do Senado recorreu, no dia seguinte, contra a liminar, mas Fux não apreciou o recurso.
Hoje, o presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, disse que não vai julgar o recurso do Senado durante o recesso da Corte, que vai até 31 de janeiro. “Não é do meu feitio analisar liminar que foi dada por um colega”, justificou Barbosa.

Publicada no Valor, natéria disponível em senado.gov.br



 
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04 fevereiro 2013

Quem é, de onde veio e o que quer o PMDB?

A trajetória do partido desde sua criação até hoje.

PMDB consolida papel de escudo de governo
Fernando Rodrigues, Folha de S. Paulo, 3/02/2013


Criado pela ditadura militar para ser um grupo de oposição consentida, o Movimento Democrático Brasileiro nasceu de forma anômala. Foi formado em 1966 e passou a abrigar uma frente de políticos expelidos dos partidos proscritos pelo regime.
Esse agrupamento desengonçado estava em todo o país, mas cada facção local tinha seus interesses. A falta de sintonia persiste até hoje.
Quando a ditadura extinguiu todas as siglas políticas, o Brasil passou a ter só duas agremiações legais. De um lado ficou a governista e pró-ditadura Arena. Do outro, o MDB, no papel de oposição emasculada.
A Arena e o MDB foram forjados da mesma matéria-prima. Herdaram políticos de todas as siglas extintas.
Em 1980, com a falência iminente da ditadura, o multipartidarismo voltou. O MDB incorporou a palavra "partido" à sigla e virou PMDB.
Tanto no regime de exceção como no retorno à democracia, a legenda funcionou como um grande amortecedor de mudanças bruscas.
O partido sempre foi do diálogo e da conciliação. Sua maior estrela, Ulysses Guimarães (1916-1992), era um grande negociador.
Logo depois do golpe de 1964, os moderados no Congresso se apressaram para encontrar uma forma de legitimar o novo governo. Uma lei começou a ser preparada, mas não foi votada.
Na proposta dos congressistas, entre os quais Ulysses, abria-se a possibilidade de cassar direitos políticos por 15 anos. No AI-1 os militares foram mais modestos e fixaram a as cassações em 10.
Em 1973, os militares preparavam a eleição indireta de mais um general. Seria a vez de Ernesto Geisel no Colégio Eleitoral, dominado pelo regime. Para contestar o processo, o MDB decidiu lançar Ulysses como anticandidato.
A combinação era renunciar antes da votação, denunciando o processo. Ulysses foi até o fim. Acabou chancelando a escolha de Geisel na votação indireta, em 1974.
Como se fosse um ônibus no qual todos entravam, o PMDB passou a acumular vitórias com a fragilização da ditadura --mas sempre infenso a radicalismos.
Em 1984, na campanha das diretas, muitos peemedebistas não fizeram o esforço devido para que a Constituição fosse alterada. Nesse episódio, Ulysses foi voto vencido.
O momento de ouro do PMDB foi em 1985, quando chegou ao Planalto. Mas foi por meio de José Sarney, que só se filiou à legenda para ser candidato a vice de Tancredo Neves --que morreu sem tomar posse.
O partido tentou duas vezes eleger um dos seus para o Planalto. Fracassou com Ulysses, em 1989, e com Orestes Quércia, em 1994. Tiveram desempenhos de nanicos.
A partir daí, o PMDB se resignou à condição de partido de feudos regionais. Só que facções da sigla passaram a disputar o controle nacional.
Dividido nas cidades e no Estados, descobriu sua vocação maior: servir aos governos no Congresso. Apoiou sucessivamente Itamar Franco, FHC, Lula e Dilma Rousseff.
Agora, volta a comandar o Senado com Renan Calheiros (AL), eleito na sexta, e deve conquistar o comando da Câmara amanhã com Henrique Eduardo Alves (RN).
Quando políticos em Brasília fazem análises sobre 2014, ninguém menciona o PMDB como partido que possa ter candidato ao Planalto. Nem dentro do PMDB essa possibilidade é cogitada.
Editoria de Arte/Folhapress