09 abril 2018

A multidão, generosa, aflita e inconformada, estende os braços como quem teima em nadar contra a correnteza de uma caudalosa despedida.




O gesto era parte do sonho de resgatá-lo do turbilhão e trazê-lo em segurança para a margem esquerda do rio.

A pintura realista de Lula carregado nos ombros do povo, nadando em um mar de companheiras e companheiros, viralizou no Brasil e ganhou o mundo. Foi tirada no último andar do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Onde tudo começou.

A imagem que fez jus à dimensão popular e histórica de Lula foi captada pelas lentes da câmera de Francisco Proner Ramosfotógrafo de apenas 18 anos.

Um pouco mais da história do jovem fotógrafo está contada no Diário do Centro do Mundo (DCM), 8 de abril de 2018.

Ele também tem sua própria página, que vale a pena ser visitada: https://www.franciscopronerramos.com






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16 março 2018

Banco Mundial e suas recomendações injustas

Vocês ainda se lembram bem do papel prestado pelo Banco Mundial em auxiliar a agenda de rolo compressor da reforma da Previdência?

Lançado em novembro de 2017, em evento que contou com a participação do ministro banqueiro Henrique Meirelles, o Banco transformou o discurso em um relatório supostamente sobre "Análise da eficiência e equidade do gasto público no Brasil".

O mais incrível de tudo é que as propostas do Banco, focadas em cortes de gastos sociais, principalmente os previdenciários, simplesmente não cogitam mexer naquilo que o Brasil tem de mais absurdo: a regressividade tributária, traduzindo, a regra de que, proporcionalmente, quem paga mais imposto no país é pobre e classe média. Rico tem subsídio, perdão de dívidas e descontos generosos em imposto de renda.

O exemplo mais tosco dessa inversão de raciocínio promovida pelo Banco Mundial é que seu documento sequer recomenda, como medida necessária e urgente para diminuir gastos públicos com o pagamento de salários, mexer com as remunerações inconstitucionais das categorias que recebem valores até internacionalmente aberrantes: donos de cartório, juízes e procuradores. Nenhuma linha sequer lembra o óbvio: essas categorias deveriam respeitar o teto constitucional de remuneração (R$ 33.763,00, que tem como referência o salário de ministro do STF). Por mais absurdo que pareça, a única alusão a teto é feita a respeito do teto de pagamento de benefícios do programa Bolsa Família. É isso que o Banco Mundial chama de "justo"?

Em Entrevista para a Revista POLI: saúde, educação e trabalho - jornalismo público para o fortalecimento da Educação Profissional em Saúde, (matéria de Ana Paula Evangelista) falo sobre essas recomendações do Banco Mundial e o quanto elas sugerem um ajuste INjusto




















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O mai

14 março 2018

A grande ameaça ao futuro não são os robôs. É a desigualdade




"Se as máquinas produzem tudo o que precisamos, o resultado dependerá de como as coisas são distribuídas. Todos podem desfrutar de uma vida de luxuriante conforto se a riqueza produzida pela máquina for compartilhada, ou a maioria das pessoas pode acabar miseravelmente pobre se os donos de máquinas pressionarem com sucesso contra a redistribuição da riqueza. Até agora, a tendência parece ser a segunda opção, com a tecnologia gerando desigualdades cada vez maiores."

(Stephen Hawking, 8 de janeiro de 1942 a 14 de março de 2018).


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