14 junho 2017

O ativismo digital de direita

O lucrativo negócio e a estética da intimidação política. 


Leia o artigo de Danniel Gobbi e Luiz Henrique Vilaça, que mostra o MBL (Movimento Brasil Livre) como uma das franquias de um empreendimento pró-capitalista financiado por grupos estrangeiros, como os irmãos Koch. O artigo investiga as formas diferenciadas de comunicação dos grupos de direita associados ao MBL, com suas nuances orientadas a atingir públicos e objetivos diferentes.


Fundações, think tanks e Institutos brasileiros e estrangeiros apoiam a rede da qual o MBL faz parte. Entre eles, o Instituto Liberal, o Instituto Millenium, a Atlas Network, o Instituto Von Mises, o Instituto de Estudos Empresariais, o Instituto Catho, a Friedrich Naumann Stiftung e o Instituto Ordem Livre.

A organização matricial da qual o MBL é uma cria, o Estudantes Pela Liberdade (EPL), é uma filial  da Students For Liberty, organização fomentada e idealizada por meio do Institute of Humane Studies e a Atlas Network, entre outras instituições ligadas a grandes empresas e bilionários como os irmãos Koch

O MBL aos poucos ajustou sua abordagem política, seu estilo discursivo e sua linguagem para conseguir se massificar, de uma forma mais orientada às camadas mais populares.
Conheça mais sobre os irmãos Koch, que herdaram uma fortuna do pai, que enriqueceu fazendo negócios na União Soviética desde os tempos do ditador Joseph Stalin.












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12 junho 2017

Brasília: patrimônio em transformação




"Em 2017, comemoramos 30 anos de reconhecimento de Brasília como patrimônio cultural da humanidade e 60 anos do projeto do arquiteto e urbanista Lucio Costa, momento oportuno para reflexões sobre a gestão de seu patrimônio e as questões relativas ao desenvolvimento urbano, com vistas a subsidiar os debates necessários para encaminhamento de soluções que visem tanto a preservação quanto a melhoria de seus espaços urbanos. Numa ocasião como esta, indagações muito comuns nos debates a respeito de nossa capital se fazem ainda mais presentes: uma cidade tombada pode ser objeto de transformações? Espaços urbanos protegidos pelo tombamento podem ser alterados? Como preservar uma cidade tão nova, com problemas comuns a muitas cidades, sem descaracterizá-la?"

Da apresentação do livro Patrimônio em transformação: atualidades e permanências na preservação de bens culturais em Brasília, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Superintendência do IPHAN no Distrito Federal ; organização Sandra Bernardes Ribeiro e Thiago Perpétuo ; textos de Maurício Guimarães Goulart, Ana Elisabete Medeiros et al. – Brasília-DF, 2016.


Leia.












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09 junho 2017

Dá certo fingir que a boa política é técnica mais moralismo?


O texto é da década de 1990, mas parece uma profecia do que se vê por aqui:


"Muitos daqueles que tínhamos visto brandir nesse ano a bandeira da honestidade não tinham as coisas em ordem na medida em que também haviam sido parte do velho sistema, tendo compartilhado suas práticas (e de fato, diversos expoentes do partido dos honestos, para a alegria de adultos e crianças, já caíram por terra, abatidos por ações judiciais, tendo a sua queda provocado muita — e justificada — diversão)."

"... o paradoxo do moralista, que começa tentando fazer o funeral da política e acaba se tornando seu servo, por vezes trouxa, por vezes astuto, é reposto com força"





"A política, que a utopia tecnocrática gostaria de neutralizar e banir, como é natural, vinga-se regularmente. Quando o técnico chega ao poder, de duas uma: ou perde as suas conotações de técnico e se transforma num político (o que lhe dá alguma chance de sucesso), ou permanece técnico e então a política encarregar-se-á de esbofeteá-lo e escarnecê-lo. O governo dos técnicos é, além do mais, sinônimo de fracasso político garantido". 

Fonte: Panebianco, Angelo. Evitar a política? Tradução de "Fare a meno della politica?". Novos Estudos CEBRAP N.° 45, julho 1996 pp. 51-57.
Palavras-chave: política; técnica; ética; moral pública; moral privada; corrupção.

O autor pontua que:
  • O tecnicismo e o moralismo representam tentativas de negar a autonomia da política. 
  • O primeiro invoca o poder dos especialistas e reduz as questões políticas a problemas administrativos.
  • O segundo impõe uma peculiar visão ética e confunde moral pública e privada. 
  • O "governo dos técnicos" e o "partido dos honestos" revelam-se fórmulas simplistas que obstaculizam a formação de uma ética pública e livre de condicionamentos (privados e privatistas).











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