11 março 2015

Mostra 'Múltiplo Leminski' exibe artefatos materiais e imateriais do poeta em seu processo criativo


 
Mais de 330 mil pessoas já viram a mostra que, além de objetos pessoais e manuscritos, traz gravações com a voz de Leminski. 

O sucesso da exposição demonstra também como o gosto pela poesia pode estar mais forte do que nunca entre os brasileiros, a ponto de as listas de "best sellers" estarem cada vez mais frequentadas por poetas.


Leminski teve sua obra completa editada recentemente pela Companhia das Letras.


Além de poesia concreta, Leminski era apaixonado por haikais.
 
O poeta, nascido em Curitiba em 1944, morreu em 1989.
 
Matéria do Estadão traz detalhes sobre a mostra. Leia.
 
 
M. de memória

Os livros sabem de cor
milhares de poemas.
Que memória!
Lembrar, assim, vale a pena.
Vale a pena o desperdício,
Ulisses voltou de Tróia,
assim como Dante disse,
o céu não vale uma história.
um dia, o diabo veio
seduzir um doutor Fausto.
Byron era verdadeiro.
Fernando, pessoa, era falso.
Mallarmé era tão pálido,
mais parecia uma página.
Rimbaud se mandou pra África,
Hemingway de miragens.
Os livros sabem de tudo.
Já sabem deste dilema.
Só não sabem que, no fundo,
ler não passa de uma lenda.
 
 







 
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