22 abril 2013

Brasil privatizou ferrovias, mas o setor se mostra incapaz de se apresentar como boa alternativa de transporte

Usar rodovias para percorrer distâncias de mais de 2 mil quilômetros é insano, mas o Brasil insiste nesse modelo.

  • No Brasil, 82% da soja são transportados por rodovias, 16% por ferrovias e 2% por hidrovias;
  • Nos EUA, 15% são escoados por rodovias, 35% por ferrovias e 40% por hidrovias;
  • Com economia de escala menor e más condições das estradas, o peso do frete no valor da tonelada de soja é bem maior aqui: 44%, contra 26% nos EUA.
"As rodovias são competitivas para distâncias de até 500 quilômetros, mas nossas carretas percorrem mais de dois mil quilômetros para levar a soja até o porto. Não garantimos economia de escala para diluir os custos fixos"
Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Logística da Fundação Dom Cabral.

Fonte: os dados e a citação do coordenador do Núcleo de Logística da Fundação Dom Cabral são de matéria de Danielle Nogueira, "País não é estratégico na formação dos preços mundiais", O Globo,  21/04/2013.

 
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