25 março 2013

Dados sobre o avanço acelerado do ensino profissional no Brasil

  • O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), lançado em outubro de 2011, criou até agora 2,5 milhões de vagas.
  • Expectativa para 2013 é de 2,3 milhões de novos inscritos;
  • Maioria dos cursos é de curta duração, com foco em demandas urgentes do mercado de trabalho;
  • Na presidência Dilma Rousseff, gasto com ensino profissionalizante cresceu de 5% para 9%
  • Orçamento do Pronatec representa 30% do orçamento da educação profissional, com mais de R$ 2,5 bilhões.
  • Até 2014, esse percentual deverá subir para 15%.
  • De 2010 a 2012, os gastos com educação técnica mais que dobraram: de R$ 3,6 bilhões para R$ 7,6 bilhões (orçamento anual do MEC é da ordem de R$ 80 bilhões).
  • Mais de 70%  desse valor vai para a manutenção dos 365 institutos técnicos federais e para a continuidade da expansão dessa rede.
  • Entre 2005 e 2012, foram construídas 222 escolas técnicas e criadas mais de 100 mil vagas de nível médio (técnico) e superior (tecnólogo) (dados do MEC).
  • Em 2014, governo pretende chegar a 8 milhões de vagas e o investimento planejado é de R$ 5,2 bilhões.
  • Programa tem dotação extra de R$ 3 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na linha de "competitividade industrial" (dinheiro para financiar compra de equipamentos, reforma e construção de novas escolas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai), que é o maior ofertante das vagas do Pronatec, juntamente com as outras entidades educacionais do Sistema S, como Senac, Senat e Senar.
  • Cerca de 70% das matrículas do Pronatec são de cursos de formação inicial e continuada (FIC), com carga horária mínima de 160 horas e baixa exigência de escolaridade. O restante das vagas é dos programas com carga horária mínima de 800 horas, sendo residuais as inscrições em cursos técnicos integrados ao ensino médio, cuja carga horária supera 2 mil horas - três a quatro anos de duração.
  • Estudos da CNI mostram que somente a indústria brasileira precisará, até 2015, de mais de 7 milhões de técnicos e profissionais com média qualificação em mais de 150 atividades. "Apenas 6,6% dos brasileiros entre 15 e 19 anos estão em cursos de educação profissional. Na Alemanha, esse índice é de 53%.


Fonte: MÁXIMO, Luciano. Brasil avança na educação técnica, mas foco é curso rápido. São Paulo: Valor Econômico, 22 de março de 2013.


 
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