28 junho 2012

Expectativa quanto ao crescimento do PIB brasileiro caiu 9 pontos

Segundo o IPEA (em seu Monitor da Percepção Internacional do Brasil), em sua sétima edição (publicado em 27), as expectativas em relação ao crescimento do PIB brasileiro nos próximos 12 meses atingiram o nível mais baixo desde o início da pesquisa
Mais de três quartos dos respondentes esperam que o PIB cresça entre 1,6% e 3,5%. Aqueles que projetam crescimento acima de 3,5% chegam a 17%, enquanto os que esperam crescimento inferior a 1,6% somam 7% do total. Com relação à inflação, houve variação modesta, passando de 23 para 25 pontos positivos. Contudo, a resposta mais frequente (41% dos casos) ainda aponta para uma taxa de inflação acima da meta oficial nos próximos 12 meses, em torno de 5,5%.
O otimismo sobre a posição do Brasil no ranking dos países que mais recebem investimento direto caiu de 51 para 24 pontos nesta edição. Já a influência do país em instituições multilaterais reduziu-se de 40 para 26 pontos.

De 24 pontos em março para 28 em junho, houve aumento da expectativa dos agentes que consideram que a desigualdade social no país irá reduzir. O nível de violência, porém, não variou, ficando em 35 pontos negativos, assim como em março do ano passado, o que Pineli avalia como um índice “estrutural, já que em todas as outras edições esse quesito é negativo e sempre na casa dos 30 pontos, exceto em casos isolados que alterem a percepção em determinadas edições”.

Pineli destacou que houve queda significativa no índice temático relativo às expectativas dos agentes internacionais quanto à dimensão político-institucional do país, “Política, governo e instituições”, significando uma tendência de redução da avaliação positiva. Em março, o índice ficou em 35 pontos, e em junho registrou 25.

Sobre um encolhimento relativo da indústria brasileira de transformação, 50 % dos respondentes atribuíram-no à perda de competitividade relacionada ao “Custo Brasil”, que inclui infraestrutura deficiente, excesso de burocracia e impostos elevados. Apesar disso, 35% não consideraram o suposto processo de desindustrialização à perda de competitividade, como sinalizou Calixtre.

O técnico de Planejamento e Pesquisa do IPEA, André Pineli, coordena a publicação.

Fonte: IPEA.  

Leia a íntegra do Monitor Internacional




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