21 novembro 2010

Municípios tomaram conta da gestão da saúde no Brasil

Cerca de 95,6% dos estabelecimentos públicos de saúde do país são municipais, segundo o IBGE.

O número de estabelecimentos de saúde em atividade total ou parcial passou de 77 mil em 2005 para 94 mil em 2009, um aumento de 22,2%, que corresponde a uma taxa anual de crescimento de aproximadamente 5,1%.

Das 52 mil unidades assistenciais públicas em atividade, 95,6% eram municipais, 1,8% federais e 2,5% estaduais.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Estatísticas da saúde: assistência médico-hospitalar. Rio de Janeiro: IBGE, 2010. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1757&id_pagina=1Imagem: http://3.bp.blogspot.com/_39fARYiseoI/TNcuYvCbFjI/AAAAAAAAGbI/maN-iasWfZQ/s1600/hospital.jpg

Saiba mais:
Resumo com outros dados da pesquisa.
Apresentação (slides).
Integra da pesquisa.

O resultado demonstra a consolidação da longa trajetória de municipalização da saúde, apoiada por sucessivas gestões federais e estaduais que orientaram o SUS nessa direção. Os estados que avançaram na municipalização apresentam, em geral, melhores indicadores de atendimento à saúde que os demais. Uma análise de Ciência Política sobre esse processo (veja particularmente as págs. 467 e 479) está em:

ARRETCHE, Marta e MARQUES, Eduardo. Municipalização da saúde no Brasil: diferenças regionais, poder do voto e estratégias de governo. Ciência & Saúde Coletiva, 7(3):455-479, 2002. Disponível em http://www.scielosp.org/pdf/csc/v7n3/13025.pdf. Acesso em 21 novembro 2010.

Acesse o estudo de Arretche e Marques.

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