06 outubro 2022

O processo de desenvolvimento econômico do Brasil, na visão de Celso Furtado


A construção interrompida: os limites atuais a consecução de um projeto nacional de desenvolvimento por Juliane Furno, Iriana Cadó publicado por Revista Pesquisa e Debate (2021).

O presente artigo tem por objetivo discutir o processo de desenvolvimento econômico do Brasil a luz da vasta e importante contribuição intelectual do economista Celso Furtado. A ideia é olhar para o processo histórico do desenvolvimento econômico brasileiro sob a luz do arcabouço bibliográfico do autor. Nesse sentido, o artigo analisa as especificidades que circunscreve a condição de subdesenvolvimento do país, apontando quais seriam as formas de superação, segundo a avalição de Celso Furtado. Depois, resgata-se as críticas feitas por ele ao modelo de industrialização brasileira. E, por fim, traz à tona o debate feito por Celso Furtado sobre as possibilidades desenvolvimento nacional, sob a reorientação econômica global pós- 1980.




Leia o artigo (pdf)













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05 outubro 2022

Evangélicos terão uma das menores representações na Câmara em 20 anos

Isso mesmo. O Centrão deu palco à extrema direita e são esses que roubaram o espaço dos evangélicos. ("Crie corvos e eles te comerão os olhos").

 A análise, na ponta do lápis, é do pesquisador Guilherme Galvão, da FGV, e autor do livro "Evangélicos, Mídia e Poder."
BANCADA EVANGÉLICA A PARTIR DE 2023
Guilherme Galvão.
https://twitter.com/ggalvaolopes/status/1577461905379102720?t=ANRs_5j9NfifEeBAYHD-zA&s=19

Realizei um levantamento preliminar, e pelo visto os evangélicos terão uma das menores representações na Câmara dos Deputados nos últimos 20 anos, chegando ao patamar de eleitos próximo ao de 1999.
Nas duas últimas legislaturas (2015 e 2019), eles alcançaram seu maior patamar histórico: 89 deputados federais exerceram mandatos, entre titulares, suplentes e suplentes efetivados. 
Em 2018, ano da eleição de Bolsonaro, 84 evangélicos foram eleitos para a Câmara - um recorde.
Neste ano, o crescimento da extrema-direita retirou votos dos evangélicos, considerada a principal base social do bolsonarismo. Podemos considerar que houve migração do voto deste segmento para as candidaturas mais identificadas com Bolsonaro, independentemente da religião.
O bolsonarismo abarca inúmeras pautas que antes eram prioritárias dos religiosos: combate ao aborto, à "ideologia de gênero", restrição às drogas e aos jogos de azar, redução da maioridade penal, dentre outras questões morais e comportamentais.
Hoje, o bolsonarismo tomou para si estas pautas, somando a elas questões armamentistas e teorias conspiratórias sobre terraplanismo, liberdade religiosa e globalismo. Bolsonaro assume para si o maniqueísmo cristão: o mal precisa ser combatido, até com armas, se preciso.
O fato, portanto, está confirmado: os evangélicos, estimados em mais de 60 milhões de brasileiros, consolidaram-se como base socioeleitoral do bolsonarismo e do ultraconservadorismo político. Em 2018, o Datafolha apontou que quase 70% estiveram com Bolsonaro.
O Republicanos, partido do vice-presidente Mourão, concentrou os eleitos: 18, sendo 13 da Igreja Universal. Logo atrás vem o PL, partido de Bolsonaro, com 13 eleitos por diversas igrejas, principalmente a Assembleia de Deus, denominação com a maior representação: 21 deputados.
Apenas 2 parlamentares foram eleitos por partidos de esquerda, sendo 1 do PT e 1 do PSOL. Em 2018, foram 8 deputados eleitos por PT, PDT e PSB. A redução da fragmentação da Câmara também se refletiu neste segmento: em 2018, evangélicos se espalhavam por 23 partidos. Hoje, em 15.
A diminuição da bancada evangélica, ao contrário do que se pensa, não é uma demonstração de fraqueza, mas da força deste fenômeno político, mesmo que isto seja um desafio eleitoral para as lideranças evangélicas. Para Bolsonaro, o quadro não poderia ser melhor.
PS: Esqueci completamente da @MarinaSilva! 🤦🏼‍♂️ Então são 3 da esquerda.

E-Government Survey 2022: The Future of Digital Government ( United Nations, 2022)

“Digital technology is increasingly blurring the lines between the physical, digital and biological spheres and is rapidly changing the way people live, work and communicate. The public sector is a case in point; in terms of policies, institutions, strategies and tools, there is no longer a clear distinction or separation between government and e-government.

With the evolution of digital government, public administrations and institutions around the globe have been irreversibly transformed—both structurally and in terms of the dynamic between Governments and the people they serve. These observations draw from two decades of analytical research and the monitoring of trends within the framework of the United Nations E-Government Survey…”


https://desapublications.un.org/file/1024/download















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