02 julho 2019

Bilionário diz que estudar filosofia pode, em breve, valer mais do que a ciência da computação


O sujeito em questão é uma celebridade do mundo das startups. 

Seu nome é Mark Cuban. 

Eis por que ele diz que o estudo da filosofia pode em breve valer mais do que a ciência da computação:


"O que está acontecendo agora com a inteligência artificial é que começaremos a automatizar a automação".

“A inteligência artificial não precisará de você ou eu para fazer isso, ela será capaz de descobrir como automatizar [tarefas] nos próximos 10 a 15 anos.

"Agora, a parte difícil não é se vai ou não mudar a natureza da força de trabalho - isso vai".

“A questão é, ao longo do período em que isso acontece, de quem será tirado do emprego?” (entrevista ao AOL; CNBC).

De fato, para se manter competitivo, o que Cuban aconselha é que as graduações foquem menos em ensinar habilidades específicas ou profissões rígidas e optem por cursos que ensinem a pensar, a raciocinar olhando em perspectiva. Por isso essa predileção dele pela filosofia.


"Saber como pensar criticamente e olhar de uma perspectiva global, eu acho, vai ser mais valioso do que o que vemos hoje como carreiras de ponta", 
dizia Cuban já na conferência do SXSW de 2017 (South By Southwest  Interactive Festival. Austin Convention Center in Austin, Texas, U.S., Sunday, March 12, 2017).

Longe de pintar um mundo cor de rosa, Cuban se mostra assustado com os potenciais da inteligência artificial. A começar da possibilidade de crescimento exponencial da desigualdade

Afinal, para ele e outros, o primeiro indivíduo trilionário do mundo será um empreendedor de inteligência artificial (SXSW, 2017).  








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01 julho 2019

Mais uma lorota desmascarada:

esmagadora maioria das ongs não depende e nunca dependeu de recursos federais. 


Das 820 mil organizações da sociedade civil (OSCs) em atividade no Brasil, apenas 2,7% (22 mil) receberam recursos federais entre 2010 e 2018. 

Das que receberam tais recursos nesses 9 anos (2010 a 2018), o total repassado chegou a R$ 118,5 bilhões.

Achou muito? Pois saiba que isso equivale a apenas 0,5% do orçamento anual da União.


Os dados estão todos abertos, podem ser verificados por qualquer pessoa, e foram compilados por um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), responsável pelo Mapa das Organizações da Sociedade Civil. Eles cruzam informações do Mapa com dados da execução orçamentária federal.














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Quando a solução reproduz o problema

Livro do Ipea lança luz sobre riscos de que políticas públicas reforcem vulnerabilidades e formas de exclusão, perpetuando desigualdades sociais já existentes.


Implementando Desigualdades: reprodução de desigualdades na implementação de políticas públicas. Brasília: Ipea, 2019.



Os serviços prestados pelo Estado - a escola, o posto de saúde, as agências de emprego, o serviço social, a polícia - são fatores que ajudam ou prejudicam na construção de trajetórias sociais. 
Conforme o livro,

"Essas interações cotidianas se tornam decisivas, pois podem: i) representar fontes de recursos indispensáveis para a mitigação do sofrimento e dos danos associados à exclusão social, oferecendo oportunidades de inserção e desenvolvimento humano; ii) operar no sentido oposto, do reforço e da manutenção desses sujeitos em posições sociais marginais e inferiorizadas."

"Por meio da compreensão desses riscos de reprodução de desigualdades sociais, poderemos tornar mais efetivos os processos de produção das mais variadas políticas públicas de inclusão, promoção e proteção social." (pág. 15).

O livro, organizado pelo colega pesquisador do Ipea, Roberto Rocha C. Pires, está disponível gratuitamente. Leia. (Formato pdf).









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