10 março 2017

Uma nova profissão está em alta:

A de ideólogo extremista, aquele que induz muitos a achar que são melhores e "mais conscientes" do que "o resto".



O mercado dos vendedores de ideologia vai de vento em popa, reempacotando ideias ultrapassadas e extremistas, com o mesmo velho verniz que embalou o nazifacismo, mas, claro, em novas versões.

O artigo de Antonio Luiz M. C. Costa, "O aprendiz de feiticeiro", embora trate especificamente do guru de Trump, Steve Bannon, chama a atenção para o crescimento do mercado dos vendedores de ideologia no mundo inteiro.

Conforme Costa, 


"A busca de justificativas respeitáveis para o racismo, a homofobia e o machismo funda-se agora em noções de “cultura” e 'identidade' concebidas como entidades orgânicas e essenciais destinadas a enfrentar-se na 'guerra das civilizações'."

No Brasil, poderíamos listar inúmeras figuras que já disputam esse mercado e são candidatas a uma vaga ao lado de algum personagem grotesco de plantão, como Trump, para colocar suas ideias em prática. Olavo de Carvalho, Rodrigo Constantino, Rachel Sheherazade e - por que não dizer? - Alexandre Frota são representantes, cada qual a seu modo, de pessoas que se prestam ao papel de incentivar o extremismo como forma de ganhar evidência político-midiática.




Leia o artigo de Costa, publicado na Carta Capital, em 24/02/2017.











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