27 agosto 2016

Os números do quanto o Brasil paga mal seus professores e investe pouco em seus alunos

e pode piorar se Temer aprovar no Congresso a PEC 241/2016.


As grandes corporações de mídia normalmente sonegam a informação de que a proposta de congelamento de gastos públicos por 20 anos inclui as áreas da Educação e Saúde. 

Parece que a proposta é para barrar aumentos abusivos, como os do Judiciário. Quem dera, mas não é. Quem será mais prejudicada são as áreas de Educação e Saúde.


No Brasil, o gasto público anual por aluno da educação básica a superior é de 3.441 dólares americanos, isto é, 5.876 dólares a menos que a média de países da OCDE (países que em sua maioria apresentam renda per capita superior à do Brasil). 

As instituições de educação básica destinam um percentual abaixo da média para os seus gastos com remuneração de pessoal. Para os anos iniciais do ensino fundamental, cerca de 73% das despesas correntes são destinadas à remuneração de pessoal, bem abaixo da média OCDE de 79% e um padrão semelhante se repete nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.

Salários iniciais para professores com qualificação mínima são os mesmos para cada nível desde a pré-escola até o ensino médio e estão entre os mais baixos para todos os países e parceiros da OCDE com dados disponíveis. 

A média de salário inicial para professores da pré-escola entre os países da OCDE é mais do que o dobro do que os professores ganham no Brasil e a diferença cresce nos níveis mais elevados de educação. Os salários iniciais dos professores no Brasil também são menores do que em outros países latino-americanos como Chile, Colômbia e México para todos os níveis educacionais, desde a pré-escola até o ensino médio. 

É importante notar, no entanto, que esses salários referem-se ao piso salarial estabelecido por lei federal – os salários reais podem variar amplamente entre os diferentes estados e municípios [e serem, provavelmente, ainda mais baixos].   



Leia entrevista da especialista Grazielle David sobre a PEC 241/16: Uma afronta à saúde, aos direitos sociais e à Constituição (Instituto de Humanas da Universidade do Vale dos Sinos). 













O Brasil precisa de uma opinião pública melhor informada, atenta e democrática. Ou será um país de Estado ineficiente, capturado por interesses escusos, com governos fracos, oposição golpista, imprensa hipócrita e pessoas egoístas e intolerantes.
 
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