27 outubro 2011

Dividir para reinar


Selo da Rodésia do Sul, país africano criado pelo magnata Cecil Rhodes e que se tornou o Zimbábue após a Independência
Países e Estados já foram criados no recesso de um gabinete, usando um mapa e uma régua, sem respeito à Geografia ou aos povos que ali habitavam, com desastrosas consequências: basta ler a história moderna. 
José Donizete Cazzolato analisa a questão e propõe critérios técnicos para a mais adequada divisão territorial do país, apostando num arranjo mais igualitário, sem unidades gigantescas ao lado de outras que mal se sustentam.
A criação de novos Estados é assunto polêmico, que diz respeito não apenas a pesquisadores e políticos, mas a toda a população, na medida em que tem profundas implicações econômicas e sociais.

Ao aplicar os critérios geográficos propostos, e contemplar alguns dos projetos atuais de criação de outros estados – além de Carajás e Tapajós – o autor constrói um possível cenário com 37 Unidades da Federação, dos quais 33 Estados e 3 Territórios Federais. Estado do Interior Paulista? É uma das surpreendentes conclusões do estudo.
“Novos Estados e a Divisão Territorial do Brasil: uma visão geográfica” é uma  parceria editoria entre a Oficina de Textos  e o CEM- Centro de Estudos da Metrópole.



José Donizete Cazzolato. Geógrafo. Mestre em Geografia, USP. Sua dissertação de 2005 apresenta uma metodologia para a divisão dos grandes municípios em bairros, para os quais reivindica a condição de instância territorial oficial. Atuou na divisão distrital do município de São Paulo (lei 11220/92)..

 
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