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12 setembro 2017

A patrulha fundamentalista censura a arte e repete o Partido Nazista

A arte que virou pornografia aos olhos dos neofundamentalistas, artigo de Ivana Bentes na Revista Cult, fala da exposição do Santander Cultural de Porto Alegre que acabou sendo fechada pelo próprio banco.



O banco "cedeu ao obscurantismo", diz Bentes.

A exposição tinha cerca de 270 obras de arte de artistas consagrados,  como Volpi, Portinari, Flávio de Carvalho, Ligia Clark, Alair Gomes e Adriana Varejão, entre outros. O "problema": a exposição trata de questões de gênero, diversidade e da temática LGBT. 

"A pressão veio de movimentos religiosos, seguidores do MBL que postaram em suas páginas matérias, textos e vídeos incitando o ódio, acusando o curador de perversão, ameaçando e agredindo verbalmente os visitantes e artistas em nome da moral e dos bons costumes." 

Para Bentes, "o exército de zumbis só vê “pedofilia”, “pornografia”, “depravação”, “imoralidade”, “blasfêmia”. Falam do absurdo que é misturar sexo e religião, mas se olharem o teto da Capela Sistina verão uma suntuosa representação de Michelangelo com cenas de nudez e sexo, que vão da criação, passam por Adão e Eva e chegam ao juízo final, expressando todos os tipos de paixões humanas. Isso em pleno Vaticano."   

"O direito de “não ver” é muito fácil de ser exercido em uma exposição. Basta não frequentá-la ao ser alertado de seu “conteúdo adulto” ou violento. Mas para os fundamentalistas é preciso censurar, impedir e destruir o direito de ver."

"A patrulha fundamentalista e de “ódioartivismo” repete o Partido Nazista da Alemanha, nos anos 1930, que passou a perseguir o que considerava uma “arte degenerada”, ligada aos movimentos vanguardistas modernos. Picasso, Matisse, Mondrian, glórias da arte mundial, foram considerados “degenerados” e execrados em exposições pelos nazis. Repete-se no Brasil de 2017 o ridículo histórico."   


















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